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quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Estudo de variabilidade cardíaca de pacientes durante o trabalho de parto
Marcos Antonio Tomasetto
Este texto trata da descrição
da variabilidade cardíaca de pacientes durante o trabalho de parto, fazendo uma
avaliação cognitiva e investigando as relações deste desempenho de ambas situações
de parto normal e parto cesárea. É possível traçar uma avaliação cognitiva e
investigar as relações de situações diversas com os índices da variabilidade da
frequência cardíaca. Com isso fazer um delineamento transversal no qual as mesmas
serão avaliadas quanto a situação de stress e de superlotação nas unidades hospitalares.
A frequência cardíaca pode ser monitorada pelo cardiofrequencímetro POLA R
modelo RS800 ou RS 810M para registrar a VFC. Os indicadores da VFC serão gerados
por um software e os dados serão tabulados e analisados estatisticamente. Análises
estatísticas descritivas e interferências por meio de situações ocorridas
durante o trabalho de parto, pelo ambiente estressante de um centro obstétrico,
bem como a utilização de variáveis em relação a faixa etária, a paridade, o tempo
de internamento, a ausência ou não de pré-natal adequado em virtude da violação
dos direitos que as parturientes são descritas na lei, mas que sabemos não ser
real em nenhum estado deste país e com isso fazer ou estabelecer um traçado de
um (VFC),entre vários dados que poderiam ser usados para desmistificar qual a
melhor forma da paciente ter seu direito respeitado.
O sistema nervoso
autônomo é responsável pela regulação do ritmo cardíaco. O aumento da
frequência cardíaca é de competência do sistema nervoso simpático e sua
diminuição é de competência do sistema nervoso parassimpático. Esta regulação
entre os sistemas simpático e parassimpático é de grande valia para a
manutenção da homeostasia do organismo, ou seja, a sua estabilidade ao longo do
tempo.
Nestes termos, os
estudos da variabilidade da frequência cardíaca têm se mostrado uma importante
ferramenta para a avaliação da qualidade de vida tanto para as crianças quanto
para os adultos, no que tange a atividade física, na recuperação de afecções
cardíacas e situações específicas de cada fase do desenvolvimento humano, e atualmente
as gestantes, que estão constantemente bombardeadas por informações que a mídia
tem submetido.
Para tanto é importante
retomar os princípios básicos de fisiologia humana citados por Guyton e Hall
(2006). Temos, então, que o Sistema Nervoso se divide em Sistema Nervoso
Periférico (SNP) e Sistema Nervoso Central (SNC) para o qual pertence o Sistema
Nervoso Autônomo (SNA).
O SNA possui como
responsabilidade a regulação dos processos fisiológicos do organismo humano
seja em condições normais ou patológicas. Ele é constituído pelo Sistema
Nervoso Simpático (SNS) e pelo Sistema Nervoso Parassimpático (SNPS), os quais
mantêm ações antagônicas entre si para manter a regulação da frequência
cardíaca (FC) conforme a necessidade do organismo, ou seja, enquanto o sistema
simpático possui ação estimulante do ritmo cardíaco, o sistema parassimpático
predomina para a redução da frequência cardíaca. Este controle neural é
realizado pelo SNA sobre o coração através de alguns estímulos, como os
“baroceptores, quimioceptores, receptores atriais, receptores ventriculares,
modificações do sistema respiratório, sistema vasomotor, sistema
renina-angiotensina-aldosterona e sistema termorregulador”. (VANDERLEY, 2009).
Basicamente o sistema
nervoso coordena o bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas do organismo
humano e também viabiliza harmonicamente a relação do indivíduo com o meio
ambiente.
Os estudos da
variabilidade da frequência cardíaca vêm sendo realizados há muitos anos e têm
se tornado indispensáveis no âmbito da saúde seja na atividade física ou na clínica
médica. Tal necessidade decorre em compreender seus principais mecanismos e
utilidade clínica, pois principalmente em neonatologia, assim como na gestação,
muitos são os benefícios devido aos avanços da medicina e das novas
tecnologias.
Os estudos da
variabilidade da frequência cardíaca se iniciaram na década de 60, após sua
aplicabilidade clínica ser comprovada para a monitorização do sofrimento fetal
e posteriormente, na década de 70 por apresentar uma importante associação
entre a variabilidade da frequência cardíaca reduzida e o aumento do risco de
mortalidade após o infarto agudo do miocárdio (VANDERLEI, 2009).
A variabilidade cardíaca
é a quantidade de flutuações na frequência cardíaca entre um batimento e outro
em comparação com o ritmo cardíaco médio. Para Vanderlei (2009), a
variabilidade da frequência cardíaca é a representação das oscilações dos
intervalos entre os batimentos cardíacos consecutivos, chamados de intervalos
R-R.
Em indivíduos normais é
comum ocorrer oscilações espontâneas e fisiológicas da frequência cardíaca,
pois estes indivíduos podem se submeter a situações estressantes que acarretam
em modificação respiratória ou metabólica bem como a esforço físico.
(BUENO, 2010).
Ao se trabalhar com a
variabilidade da frequência cardíaca de gestantes saudáveis ou não,
necessitamos primeiramente estudar sobre a avaliação da idade gestacional da
gestante, assim como a existência ou não de patologias associadas ao pré-natal.
No entanto, a determinação da maturidade do recém-nascido é um dos principais
indicadores de risco em neonatologia, pois mantém uma relação inversamente
proporcional com a morbimortalidade neonatal (LAMY e FILHO, 2008).
A idade gestacional é o
tempo transcorrido desde o momento da concepção até o nascimento do bebê e pode
ser calculada por meio de vários métodos. Durante a gestação ela é calculada
indiretamente pela data da última menstruação (DUM) e, pode ser estimada pela
realização de ultrassonografias, entretanto. o aparecimento
de várias clínicas de exames de qualidade duvidosa colocam esses dados
acessórios em risco. Após o nascimento do bebê a definição da idade gestacional
é amplamente realizada por meio da avaliação física e neurológica do
recém-nascido.
Esta avaliação física e
neurológica é descrita pelo método de Capurro, um método seguro, de aceitação
científica e amplamente utilizado no Brasil. Trata-se de um exame somático e
neurológico do recém-nascido que pode ser seguramente aplicado para os neonatos
maiores que 28 semanas de idade gestacional (BRASIL, 1994 e LAMY e FILHO 2008).
O método consiste em
avaliar sete variáveis, sendo cinco somáticas e duas neurológicas. As cinco
variáveis somáticas são: a textura da pele, a forma das orelhas, o tamanho das
glândulas mamárias, a formação dos mamilos e os sulcos plantares. As duas
variáveis neurológicas são a posição do cotovelo (manobra se xale) e o ângulo
cérvico-torácico (posição da cabeça ao levantar o RN). Porém utilizaremos
somente o método somático devido à rotina institucional.
Tão importante quanto a
avaliação da idade gestacional do neonato é a avaliação do índice de apgar, o
qual teve sua origem no ano de 1953, quando Virginia Apgar elaborou um sistema
para avaliação do estado geral dos recém-nascidos, fato este que revolucionou o
atendimento obstétrico e neonatal. (GAWANDE et al., 2007).
Dessa forma, o apgar se
tornou uma ferramenta indispensável para a segurança dos recém-nascidos, trata-se
de um método é de fácil interpretação, eficaz no que se refere a fornecer dados
clínicos e relevantes da criança, proporcionando assim melhor consistência na
identificação dos recém-nascidos com risco de morte, estimulando maior
agilidade e eficácia nos tratamentos necessários (GAWANDE et al., 2007).
UTILIZAÇÃO DE PLASMA ELÉTRICO NÃO TÉRMICO EM APLICAÇÕES
ANTIMICÓTICAS
O plasma não térmico de ar comprimido é um agente
antimicótico possível para erradicar fungos em geral. Em particular tem-se
interesse na paracoccidioidomicose (PCM) por esta ser causada pelo fungo dimórfico
Paracoccidioides brasiliensis, é considerada a infecção fúngica mais importante
da América Latina, ocorrendo em regiões subtropicais e tropicais. O Brasil é
considerado um centro endêmico dessa doença, com maior prevalência nas regiões
sul, sudeste e centro-oeste (MALLUF, MLF 2003) a exposição direta ao jato de
plasma que não oferecerá efeitos sistêmicos para o paciente, que são comuns
como a toxicidade hepática dada por antimicóticos convencionais (FDA 2013). Em
nosso tratamentos de vanguarda, faz-se a aplicação do jato de plasma in
vitro em placas colonizadas.
Elucidaremos sobre o plasma de uma
maneira simples e didática: Toda faísca é um tipo de plasma é um gás ou mistura
de gases ionizados. O termo “plasma” foi pioneiramente empregado na física,
para referir-se a um gás parcial ou totalmente ionizado, pelo cientista
americano Irving Langmuir em 1929 (LAROUSSI, 2002).
O
termo “ionizado” significa que pelo menos um elétron não está ligado a um átomo
ou molécula, convertendo-os em íons carregados positivamente. Conforme a
temperatura de um ambiente é elevada, as espécies neutras tornam-se mais
enérgicas e a matéria é transformada na sequência: sólido, líquido, gás e,
finalmente, plasma, o que justifica o fato de ser popularmente denominado de
“quarto estado da matéria” (ALKAWAREEK et al, 2012).
Estima-se que mais de 99% da matéria
conhecida do universo encontra-se em tal estado por conta de grande estrelas maciças
no espaço. A definição preliminar de plasma está restrita aos plasmas gasosos,
que consistem em uma mistura de elétrons, íons e partículas neutras, em
neutralidade elétrica (equilíbrio entre as cargas negativas e positivas –
propriedade conhecida como quase neutralidade) e com certo grau de
condutividade elétrica, em contraste com um gás comum, devido à presença de
cargas elétricas livres em seus constituintes. Tais cargas são geradas mediante
processos de ionização por descargas elétricas, ou por processos de colisão de
gases em temperaturas elevadas.
Em
geral, os portadores de carga negativa em um plasma são os elétrons, enquanto
os portadores de carga positiva são os íons (plasma eletropositivo). Todavia,
para gases como o oxigênio (O2), por exemplo, ocorre também a
formação de um segundo portador de carga negativa, o íon negativo, uma vez que
estes gases têm uma grande capacidade de “capturar” elétrons que possuem baixas
energias. Este fenômeno é conhecido por captura de elétrons e os plasmas em que
este fenômeno ocorre são denominados eletronegativos.
Ambos os Plasmas podem ser gerados
em pressões atmosférica (760 Torr ou mmHg) ou subatmosférica. Dependendo da
potência aplicada ao plasma, este pode ser considerado como não-térmico (baixa
temperatura, da ordem de ambiente a 1.000ºC) ou térmico (temperaturas acima de
1.000ºC). O uso de plasmas subatmosféricos para a área biológica é frequente em
esterilização, porém, o custo dos equipamentos (sistema de vácuo, controle de
fluxo e pressão etc.) para sua geração é elevado, o que muitas vezes não
justifica o investimento.
Os plasmas atmosféricos reduzem bastante o custo do equipamento uma
vez que necessitam apenas do controle do fluxo de entrada do gás e dos
parâmetros da fonte de excitação do plasma (como frequência e potência). Um
outro parâmetro importante a ser considerado para plasmas atmosféricos é a
geometria dos eletrodos. Atualmente diversas concepções têm sido utilizadas
como por exemplo descargas de barreira dielétrica (DBD), micro-plasmas, jatos
de plasma e descargas de arco deslizante (gliding arc) (LAROUSSI, 2002). Cada
geometria possui uma capacidade de ionização, geração de espécies reativas e de
transferência de calor.
Esquema de produção de plasma por um
jato de gás ou ar comprimido:
Foto: Chuck
Thomas/Old Dominion University
Geralmente avalia-se qual a melhor
geometria para uma dada aplicação. Plasmas elétricos são utilizados para
inúmeras finalidades dentro da área médica, como: melhorar a biocompatibilidade
de materiais (YASUDA, 1982), tais como lentes de contato, próteses vasculares,
cateteres; esterilização de materiais em um período de tempo menor em relação
às metodologias convencionais, como exposição ao óxido de etileno, autoclavagem
e além de utilizações na cicatrização de feridas, coagulação sanguínea,
proliferação celular, incisões cirúrgicas, desinfecção local de tecidos,
regeneração tecidual, tratamento de doenças de pele e na inativação de
biofilmes (BOGAERTS et al, 2002; KONG, 2009; LAROUSSI, 2009; MORGAN, 2009).
Sendo uma opção para uso em materiais que não podem ser submetidos a altas
temperaturas e ou pressões atmosféricas aumentadas.
A ação esterilizante do plasma em
relação a fungos já foi descrita pela exposição de morangos ao feixe de plasma
não térmico. (MISRA N.N et al. 2014).
A utilização do plasma frio não
ocasiona destruição do tecido biológico cutâneo como já descrita em inúmeros
trabalhos científicos, também comprovada pela aplicação nos tecidos biológicos sensíveis
dos morangos estudados por MISRA N.N et
al. 2014).
Além
do morango a ação esterilizante pode ser expandida para a inativação de fungos
e outros microorganismos cuja terapia convencional ainda não é satisfatória.
PARACOCO BRASILIENSES
A paracoccidioidomicose (PCM)
é uma micose sistêmica causada pelo fungo dimórfico Paracoccidioides brasilienses,
é considerada a infecção fúngica mais importante da América Latina e 80% dos
casos da doença ocorrem no Brasil. (MALLUF,
MLF 2003)
As estimativas mostraram em
2001 que cerca de 10 milhões de pessoas foram infectadas em toda a América do
Sul. Sendo mais em homens com idade produtiva.
Os órgãos mais afetados pela PCM são os pulmões (PALMEIRO
et al., 2005)
A infecção pode
ocorrer por meio de inalação acidental
do patógeno pelo hospedeiro, que infecta principalmente os pulmões podendo
espalhar-se por todo o corpo, causando lesões mucocutâneas e danos aos órgãos
internos (ref). É caracterizada como altamente relevante para a saúde pública,
suas manifestações clínicas resultam em deficiências físicas irreversíveis
incapacitando o indivíduo, geralmente em sua idade que seria a mais produtiva(PALMEIRO et al., 2005)
Dentro deste
viés, a ação esterilizante fungicida do feixe de plasma não-térmico de ar
comprimido pode ser uma solução para inativação do fungo causador da (PCM)
dentre outros, se tornando uma nova alternativa para a fisioterapia e a área
médica dermatológica.
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Ozônioterapia no tratamento de lesões cutâneas experimentais induzidas por Paracoccidioides brasiliensis.
Rodrigo Daniel Genske
RESUMO
Paracoccidioidomicose é uma doença
causada pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis, encontrada no ambiente na forma filamentosa e
sob influencia da temperatura torna-se patogênica. Representa a oitava causa de
morte no Brasil, por doença infecto-contagiosa, Configura a micose sistêmica
mais prevalente na America Latina, apresentando elevado numero de eventos no
Paraná. O ozônio tem ganhado espaço na medicina, conhecido por sua capacidade
antimicrobiana e desinfetante, vem sendo utilizado como adjuvante em alguns
tratamentos, devido ao poder de ativação de respostas imunes capazes de
destruir bactérias, fungos e vírus.
INTRODUÇÃO
O fungo Paracoccidioides
brasiliensis (Pb) é o agente causador da Paracoccidioidomicose
(PCM) (LACAZ et al. 2002), a micose
sistêmica mais prevalente na América Latina (FAGUNDES et al. 2006) sendo a oitava causa de morte no Brasil dentre as
doenças infecto - parasitarias (COUTINHO,2002).
Trata-se de um fungo que apresenta
dimorfismo térmico, em temperaturas entre 35 - 37°C apresenta-se na forma de
leveduras, correspondendo a sua forma parasitária (MARQUEZ, et al. 2007).
Após a inalação do Pb, ocorre inicialmente,
a instalação do fungo nos alvéolos pulmonares podendo causar infecção nesse
órgão, ou ainda, através da via linfo-hematogênica pode disseminar-se para outros órgãos (ARAUJO, et al,2003), causando lesões
mucocutâneas e em órgãos internos (FRANCO, 1987).
Por depender de fatores ligados a
virulência do agente, volume inalado de inoculo e resposta imune do hospedeiro,
assim que o Pb se instala no pulmão, poderá ser eliminado, permanecer
quiescente ou evoluir para a patologia progressiva (MARQUES,et al. 2007).
A paracoccidioidomicose é observada
predominantemente na faixa etária entre os 30 e 50 anos, embora possa acometer
todas as idades (Chambô FILHO, et al.
2000). Manifestações clínicas são principalmente observadas em etilistas e
fumantes crônicos que apresentam condições nutricionais, socioeconômica e de
higiene precárias (ARAUJO, et al.2003). Na puberdade, a
incidência da PCM é igual em ambos os sexos, na vida adulta ocorre
predominância nos homens, devido a proteção ofertada pelos estrogênios da mulher
adulta. (Chambô
FILHO,
et al. 2000).
A PCM é classificada clinicamente como
aguda (juvenil) ou crônica (adulta). A forma juvenil acomete geralmente pessoas
com idade inferior a 30 anos e atinge geralmente órgãos do sistema fagocítico
mononuclear, como o caso dos gânglios linfáticos, fígado, Baço e medula óssea,
o que a torna a forma mais grave da doença (SANTOS, et al. 2003). A Forma crônica soma cerca de 90% dos casos de PCM,
tem como principais órgãos alvo os pulmões, trato respiratório superior, mucosa
oral e pele, predominando no sexo masculino próximo da quarta década (Yasuda & Restrepo, et al. 1996). Mesmo com adequado
tratamento, a forma crônica pode deixar seqüelas (SANTOS, et al. 2003).
A lesão
cutânea encontrada na PCM é originaria principalmente da disseminação do fungo
pela via hematogência, embora em alguns casos possa ser causada por inoculação
do fungo diretamente na pele. As lesões que originam da disseminação
hematogênica do fungo são múltiplas e predominantes, apresentando morfologia
variada, que evoluem para a forma ulcerada (MARQUES, et al. 2007). Lesão
cutâneo-mucosa é uma das formas clínicas crônica mais frequentemente encontrada
na PCM, cujos sítios mais frequentes são a mucosa oral, língua, gengiva, palato
mole, faringe, mucosa nasal e laringe (ARAUJO, et al. 2003).
O tratamento
da PCM é o aspecto que gera muita preocupação, embora drogas derivadas dos
sulfamidicos e alfotericina B sejam empregas no combate a PCM, são relatados
inúmeros casos de recaída. O comprometimento imunológico durante o tratamento
por essas drogassugere um fator limitante para a cura (MARCONDES, et al.1984).
O ozônio utilizado medicinalmente é
obtido a partir do oxigênio puro, justamente para evitar a presença de
subprodutos tóxicos de outros gases. Essa conversão é feita através de geradores
de ozônio, onde deve ser feito no momento do uso em decorrência da labilidade
do gás. Esses
geradores são baseados no sistema corona, inicialmente idealizados por Werner
Siemens, fundador do conglomerado industrial que leva seu nome até os dias de
hoje. O ozônio utilizado com fins medicinais provém da mistura de ozônio e
oxigênio (O3 / O2 ) onde o ozônio atinge
no máximo 5% do total. Hoje um das ações mais reconhecidas do ozônio é a
germicida (PEREIRA et al, 2006 e MARX,
2002).
O ozônio usado no tratamento de
infecções é documentado desde o século XIX, podendo ser aplicado de modo
tópico, subcutâneo, por via muscular, por via venosa e/ou retal atua contra as
bactérias e os fungos que não apresentam sistemas de proteção à agressão
oxidativa.
O efeito sobre a capacidade de
esterilização de água é aceito mundialmente. A ausência de resíduo caracteriza
o tratamento com ozônio como preferencial na produção de água potável. Nos dias
atuais, existem diversas estações de tratamento de água com ozônio espalhadas
por todo o mundo. (PEREIRA et al,
2006).
Outro ponto importante que devemos levar em
consideração é a ação oxidativa. Podemos entender como oxidação, a capacidade
que uma substância tem, quando ocorre uma reação química, de doar um elétron
para outra substância. Alguns exemplos de substâncias oxidantes são: a vitamina
C, água oxigenada, peróxido de hidrogênio, o permanganato de potássio, e o
ozônio. Tanto as terapias oxidativas ou bio-oxidativas utilizam a propriedade
das substâncias de oxidarem outras produzindo algum tipo de benefício
terapêutico. Sendo assim, entendemos que a ozonioterapia é uma das terapias
oxidativas existentes (ALBERTO, 2011)
O ozônio é aproximadamente 10 vezes mais
solúvel que o oxigênio, o mesmo ocorre com sua capacidade de difusão e
penetração tecidual (BOCCI, 2006 e
ALBERTO, 2011). Quando entra em contato com um tecido biologicamente ativo o
ozônio reage imediatamente com numerosas biomoléculas que juntas formam
verdadeiros sistemas de tamponamento antioxidante.
Ainda sobre o ozônio, sabe-se que é muito conhecido por sua capacidade
antimicrobiana, desinfetante e esterilizante. A ozônioterapia tem ganhado
espaço na medicina, sido utilizado como adjuvante de alguns tratamentos devido
a seu efeito metabólico em tecidos inflamados, ativando a resposta imune capaz
de destruir bactérias, fungos e vírus.
As propriedades químicas apresentadas pelo ozônio são usadas no
tratamento de feridas infectadas, inflamações cutâneas e ulcerações, além de
tratar infecções de alguns órgãos quando a antibioticoterapia não consegue
controlar ou eliminar bactérias resistentes (Bialoszewski,
et al. 2011).
O efeito do ozônio sobre o tecido aplicado é
baseado na oxidação de materiais biológicos por ataque direto ao microorganismo,
exibindo efeitos sobre o sistema imunológico, modulando atividade fagocítica (Tasdemir, et al. 2013)Nesse
contexto, o presente trabalho se propõe avaliar o uso da ozônioterapia no
modelo experimental de lesão cutânea induzida por Paracoccidioides brasiliensis.
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