Marcos Antonio Tomasetto
Este texto trata da descrição
da variabilidade cardíaca de pacientes durante o trabalho de parto, fazendo uma
avaliação cognitiva e investigando as relações deste desempenho de ambas situações
de parto normal e parto cesárea. É possível traçar uma avaliação cognitiva e
investigar as relações de situações diversas com os índices da variabilidade da
frequência cardíaca. Com isso fazer um delineamento transversal no qual as mesmas
serão avaliadas quanto a situação de stress e de superlotação nas unidades hospitalares.
A frequência cardíaca pode ser monitorada pelo cardiofrequencímetro POLA R
modelo RS800 ou RS 810M para registrar a VFC. Os indicadores da VFC serão gerados
por um software e os dados serão tabulados e analisados estatisticamente. Análises
estatísticas descritivas e interferências por meio de situações ocorridas
durante o trabalho de parto, pelo ambiente estressante de um centro obstétrico,
bem como a utilização de variáveis em relação a faixa etária, a paridade, o tempo
de internamento, a ausência ou não de pré-natal adequado em virtude da violação
dos direitos que as parturientes são descritas na lei, mas que sabemos não ser
real em nenhum estado deste país e com isso fazer ou estabelecer um traçado de
um (VFC),entre vários dados que poderiam ser usados para desmistificar qual a
melhor forma da paciente ter seu direito respeitado.
O sistema nervoso
autônomo é responsável pela regulação do ritmo cardíaco. O aumento da
frequência cardíaca é de competência do sistema nervoso simpático e sua
diminuição é de competência do sistema nervoso parassimpático. Esta regulação
entre os sistemas simpático e parassimpático é de grande valia para a
manutenção da homeostasia do organismo, ou seja, a sua estabilidade ao longo do
tempo.
Nestes termos, os
estudos da variabilidade da frequência cardíaca têm se mostrado uma importante
ferramenta para a avaliação da qualidade de vida tanto para as crianças quanto
para os adultos, no que tange a atividade física, na recuperação de afecções
cardíacas e situações específicas de cada fase do desenvolvimento humano, e atualmente
as gestantes, que estão constantemente bombardeadas por informações que a mídia
tem submetido.
Para tanto é importante
retomar os princípios básicos de fisiologia humana citados por Guyton e Hall
(2006). Temos, então, que o Sistema Nervoso se divide em Sistema Nervoso
Periférico (SNP) e Sistema Nervoso Central (SNC) para o qual pertence o Sistema
Nervoso Autônomo (SNA).
O SNA possui como
responsabilidade a regulação dos processos fisiológicos do organismo humano
seja em condições normais ou patológicas. Ele é constituído pelo Sistema
Nervoso Simpático (SNS) e pelo Sistema Nervoso Parassimpático (SNPS), os quais
mantêm ações antagônicas entre si para manter a regulação da frequência
cardíaca (FC) conforme a necessidade do organismo, ou seja, enquanto o sistema
simpático possui ação estimulante do ritmo cardíaco, o sistema parassimpático
predomina para a redução da frequência cardíaca. Este controle neural é
realizado pelo SNA sobre o coração através de alguns estímulos, como os
“baroceptores, quimioceptores, receptores atriais, receptores ventriculares,
modificações do sistema respiratório, sistema vasomotor, sistema
renina-angiotensina-aldosterona e sistema termorregulador”. (VANDERLEY, 2009).
Basicamente o sistema
nervoso coordena o bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas do organismo
humano e também viabiliza harmonicamente a relação do indivíduo com o meio
ambiente.
Os estudos da
variabilidade da frequência cardíaca vêm sendo realizados há muitos anos e têm
se tornado indispensáveis no âmbito da saúde seja na atividade física ou na clínica
médica. Tal necessidade decorre em compreender seus principais mecanismos e
utilidade clínica, pois principalmente em neonatologia, assim como na gestação,
muitos são os benefícios devido aos avanços da medicina e das novas
tecnologias.
Os estudos da
variabilidade da frequência cardíaca se iniciaram na década de 60, após sua
aplicabilidade clínica ser comprovada para a monitorização do sofrimento fetal
e posteriormente, na década de 70 por apresentar uma importante associação
entre a variabilidade da frequência cardíaca reduzida e o aumento do risco de
mortalidade após o infarto agudo do miocárdio (VANDERLEI, 2009).
A variabilidade cardíaca
é a quantidade de flutuações na frequência cardíaca entre um batimento e outro
em comparação com o ritmo cardíaco médio. Para Vanderlei (2009), a
variabilidade da frequência cardíaca é a representação das oscilações dos
intervalos entre os batimentos cardíacos consecutivos, chamados de intervalos
R-R.
Em indivíduos normais é
comum ocorrer oscilações espontâneas e fisiológicas da frequência cardíaca,
pois estes indivíduos podem se submeter a situações estressantes que acarretam
em modificação respiratória ou metabólica bem como a esforço físico.
(BUENO, 2010).
Ao se trabalhar com a
variabilidade da frequência cardíaca de gestantes saudáveis ou não,
necessitamos primeiramente estudar sobre a avaliação da idade gestacional da
gestante, assim como a existência ou não de patologias associadas ao pré-natal.
No entanto, a determinação da maturidade do recém-nascido é um dos principais
indicadores de risco em neonatologia, pois mantém uma relação inversamente
proporcional com a morbimortalidade neonatal (LAMY e FILHO, 2008).
A idade gestacional é o
tempo transcorrido desde o momento da concepção até o nascimento do bebê e pode
ser calculada por meio de vários métodos. Durante a gestação ela é calculada
indiretamente pela data da última menstruação (DUM) e, pode ser estimada pela
realização de ultrassonografias, entretanto. o aparecimento
de várias clínicas de exames de qualidade duvidosa colocam esses dados
acessórios em risco. Após o nascimento do bebê a definição da idade gestacional
é amplamente realizada por meio da avaliação física e neurológica do
recém-nascido.
Esta avaliação física e
neurológica é descrita pelo método de Capurro, um método seguro, de aceitação
científica e amplamente utilizado no Brasil. Trata-se de um exame somático e
neurológico do recém-nascido que pode ser seguramente aplicado para os neonatos
maiores que 28 semanas de idade gestacional (BRASIL, 1994 e LAMY e FILHO 2008).
O método consiste em
avaliar sete variáveis, sendo cinco somáticas e duas neurológicas. As cinco
variáveis somáticas são: a textura da pele, a forma das orelhas, o tamanho das
glândulas mamárias, a formação dos mamilos e os sulcos plantares. As duas
variáveis neurológicas são a posição do cotovelo (manobra se xale) e o ângulo
cérvico-torácico (posição da cabeça ao levantar o RN). Porém utilizaremos
somente o método somático devido à rotina institucional.
Tão importante quanto a
avaliação da idade gestacional do neonato é a avaliação do índice de apgar, o
qual teve sua origem no ano de 1953, quando Virginia Apgar elaborou um sistema
para avaliação do estado geral dos recém-nascidos, fato este que revolucionou o
atendimento obstétrico e neonatal. (GAWANDE et al., 2007).
Dessa forma, o apgar se
tornou uma ferramenta indispensável para a segurança dos recém-nascidos, trata-se
de um método é de fácil interpretação, eficaz no que se refere a fornecer dados
clínicos e relevantes da criança, proporcionando assim melhor consistência na
identificação dos recém-nascidos com risco de morte, estimulando maior
agilidade e eficácia nos tratamentos necessários (GAWANDE et al., 2007).
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